{"id":1159,"date":"2024-10-29T10:18:15","date_gmt":"2024-10-29T13:18:15","guid":{"rendered":"https:\/\/gabaritojuridico.com.br\/?p=1159"},"modified":"2024-10-29T10:18:15","modified_gmt":"2024-10-29T13:18:15","slug":"natureza-juridica-das-gorjetas-na-visao-do-stj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gabaritojuridico.com.br\/?p=1159","title":{"rendered":"Natureza jur\u00eddica das gorjetas na vis\u00e3o do STJ"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ sobre a tributa\u00e7\u00e3o das <b>gorjetas<\/b>, tais valores possuem <b><i>natureza salarial<\/i><\/b> e <b>n\u00e3o integram o faturamento<\/b> das empresas. As gorjetas, volunt\u00e1rias ou compuls\u00f3rias (como a taxa de servi\u00e7o), s\u00e3o <b>consideradas parte da remunera\u00e7\u00e3o dos empregados<\/b>, devendo ser destinadas exclusivamente a eles e n\u00e3o constituindo receita dos estabelecimentos, conforme o artigo 457 da CLT.<\/p>\n<p>O STJ j\u00e1 reafirmou sua jurisprud\u00eancia no sentido de que as gorjetas n\u00e3o podem ser inclu\u00eddas na base de c\u00e1lculo de tributos federais como PIS, Cofins, Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). A Corte entende que a empresa atua apenas como <b>intermedi\u00e1ria<\/b>, repassando os valores aos empregados, sem que esses montantes componham sua receita.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao <b>Simples Nacional<\/b>, o STJ tamb\u00e9m firmou entendimento no sentido de que as gorjetas <b>n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo<\/b> do regime, uma vez que, para fins fiscais, elas n\u00e3o constituem receita bruta ou lucro do estabelecimento.<\/p>\n<p>Contudo, a <b><i>natureza salarial<\/i><\/b> das gorjetas imp\u00f5e que elas sejam <b>inclu\u00eddas na base de c\u00e1lculo<\/b> dos tributos incidentes sobre a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados, como a <b>contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria<\/b>, uma vez que esses valores comp\u00f5em os vencimentos dos trabalhadores, conforme refor\u00e7ado em diversos precedentes do STJ.<\/p>\n<p>Portanto, as gorjetas n\u00e3o devem ser inclu\u00eddas na base de c\u00e1lculo dos tributos que incidem sobre o faturamento ou a receita bruta das empresas, sendo consideradas apenas para fins de tributa\u00e7\u00e3o sobre a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados.<\/p>\n<p><b>RESUMO<\/b>: as gorjetas, volunt\u00e1rias ou compuls\u00f3rias (como a taxa de servi\u00e7o), possuem natureza salarial e n\u00e3o integram o faturamento das empresas. Por essa raz\u00e3o, tais valores n\u00e3o devem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo de tributos como PIS, Cofins, IRPJ e CSLL, j\u00e1 que o estabelecimento atua apenas como intermedi\u00e1rio no repasse aos empregados. Contudo, as gorjetas devem ser consideradas para fins de tributa\u00e7\u00e3o sobre a remunera\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, como a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, uma vez que comp\u00f5em seu sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>REsp 1.796.890<\/p>\n<p>REsp 1.780.009<\/p>\n<p>AREsp 2.381.899<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ sobre a tributa\u00e7\u00e3o das gorjetas, tais valores possuem natureza salarial e n\u00e3o integram o faturamento das empresas. 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